Acessórios Preciosos Ou Como A Menina Da Oysho Me Salvou O Dia

Durante as férias decidi aproveitar o facto de estar em Portugal para comprar um soutien, para levar com o vestido que já tinha para a comunhão da minha sobrinha.

No dia-a-dia, principalmente por causa do meu trabalho, habituei-me a usar soutiens de desporto: são confortáveis e dão melhor apoio, sem o risco de ter um aro a tentar furar-me o esterno ou um peito a sair-me da copa. Como muitos dos meus soutiens antigos deixaram de me servir, principalmente nas costas, e como tenho usado maioritariamente os de desporto, não tinha nenhum preto adequado ao meu vestido.

Fui ao Norte-Shopping ver a Wonder Woman e posso dizer-vos já que saí da sessão de cinema com a certeza de que podia destruir uns quantos homens com as minhas próprias mãos. Depois do espectáculo que aquele filme foi, eu estava capaz de tudo. Infelizmente, bastou-me entrar na Women’s Secret e começar a experimentar soutiens, para começar a pragejar por não ter um corpo como o da Gal Gadot (girl crush!).

O meu problema é o seguinte: eu uso um tamanho A, mas, apesar do A existir, parece que as lojas todas se esquecem que há pessoas, como eu, com costas largas e peitos mais pequenos, que precisam do A, porque o B e o C não servem. Ou melhor, havia modelos do B que me ficavam bem nas costas, mas largo no peito, ou então bem no peito mas apertado nas costas. Nenhum modelo me ficava bem nos dois lados porque, lá está, precisava de um A, que não existia ali à venda.

Fui-me embora a pensar que a Wonder Woman não precisa de passar por isto; quem me dera ir viver para a ilha das Amazonas, onde me faziam uma armadura à medida e me ensinavam a lutar, para eu ficar toda fit ou, pelo menos, para ter musculatura e poder destruir soutiens que não me servissem sem ninguém se atrever a vir pedir-me satisfações depois.

No entanto, também não sou de desistir à primeira e ainda bem. Entrei na Oysho, ali ao lado, mas concluí depressa que ali também só havia Bs e Cs. Ainda assim, persistente, fui perguntar a uma das meninas que estava na caixa se não tinham um A e expliquei-lhe a minha situação. Ainda bem que o fiz. A miúda foi super atenciosa, ajudou-me a escolher um modelo, explicou-me diferenças nos materiais e apresentou-me um milagre da ciência – bem, talvez não da ciência, mas da moda, certamente – estes alargadores.

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Não, eu não fazia ideia de que isto existia, não me julguem já a ignorância. Apesar de ter visto vídeos sobre como medir o tamanho de soutien e tudo o mais, nunca me tinha deparado com isto. Só me faltou chorar de gratidão em frente à miúda. Fui vestir então o tamanho B, com o alargador e voilá! Perfeito! A rapariga até me foi buscar um outro modelo para eu ver qual gostava mais e, como eu estava sozinha, nem se importou de ver se aquilo realmente me assentava bem. Foi uma espécie de momento de amizade íntima com uma desconhecida, que me durou cinco minutos, e ao qual estou eternamente agradecida.

Por cinco euros trouxe para casa quatro alargadores – branco, preto, beige e cinza – e a certeza de que os milagres são reais (até porque, vocês fazem ideia da quantidade de soutiens que eu tinha cá em casa que não me serviam nas costas e que agora vou poder voltar a usar?).

À rapariga da Oysho: onde quer que ela esteja e para onde quer que vá, espero que a boa fortuna lhe sorria sempre.

Carina Pereira

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