Stephen King | On Writing: A Memoir Of The Craft

O único livro que tinha lido do Stephen King era The Shining.

Pelo facto – fundado – de sempre ter associado o escritor a histórias de terror, nunca me passou pela cabeça que ele pudesse escrever outras histórias assustadoras que não incluíssem o sobrenatural; não tenho receio de assassinos em série, ou de psicopatas, são os espíritos que me metem medo. Mas, afinal, Stephen King escreve histórias assustadoras, mas nem sempre sobre espíritos. (Além disso, The Shining, não me assustou assim tanto – como livro, pelo menos. Não me atrevo a ver o filme.)

Depois de ter lido esta biografia (como audiobook), que é também um manual de escrita, acabei por decidir ler o primeiro livro do autor, Carrie. Comecei-o ontem, daí não vos poder falar  muito sobre ele, mas hei-de trazer uma review mais lá para a frente.

O livro tem bastante humor e a escrita de King agrada-me, principalmente como contador de histórias reais; poder ouvir episódios da sua vida contados pelo próprio autor é fabuloso e uma das razões que me faz gostar cada vez mais de audiobooks.

Enquanto isto não é uma biografia completa e fala apenas dos pontos na vida do autor que, de uma forma ou outra, determinaram o facto de este se ter tornado escritor, desde os livros que lhe foram oferecidos em criança, a histórias que ele vendia na escola, as rejeições e, mais tarde, a publicação do seu primeiro romance, a base do livro é ser também um guia para quem se quer tornar escritor, e tem conselhos muito interessantes.  Mesmo quem não seja admirador das suas histórias, vale a pena tomar atenção às dicas que ele dá – muitas delas passadas a King por outros autores e editores.

Vários pontos acabam por ir de encontro ao estilo de escrita que eu gosto: nada de metáforas desnecessárias e vazias, há descrições que não precisam de ser feitas, o leitor está ali para ser entretido e, regra geral, não vai ser entretido se demorarmos dois capítulos a descrever uma sala (George R.R. Martin, I’m looking at you). Gramática, sempre.

Na altura não pude tirar notas sobre os pontos que ele tão bem abordou, mas hei-de fazer uma publicação sobre isso mais tarde. Para quem gosta de escrever, é uma mais valia.

Uma das coisas que me ficou da história, em especial, foi o facto de King ter mantido desde cedo uma lista no seu quarto com as rejeições que recebeu, como uma nota do que ele realmente queria ser, como uma lembrança para trabalhar mais e não desistir.

Agora fico à espera de uma biografia completa escrita pelo autor. Já era hora.

Carina Pereira

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(Nota: eu escrevo os títulos em Inglês ou em Português, dependendo da língua em que li o livro, apesar das reviews por cá serem – salvo raras excepções em que partilho simplesmente o link do Goodreads – em Português.)

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