A Rapariga No Comboio

Sim, depois de dois séculos, regresso às reviews! Não é que não ande a ler – eu ando sempre a ler alguma coisa – mas nem sempre é fácil falar sobre os livros em pormenor, por isso decidi começar a dar uma opinião mais generalizada doque leio.

Podem sempre seguir-me no Goodreads, para estarem a par das minhas leituras e da qualificação que dou a esses livros, até porque eu tenho lá tudo actualizado.

Nos últimos meses li Isabel Allende , Paula Mclain e Irving Stone, entre outros. Paula Mclain, li-a na obra The Paris Wife, sobre a primeira mulher de Ernest Hemingway, um livro longo mas bastante interessante. De Irving Stone li Lust For Life, uma biografia romantizada da vida de Vincent van Gogh. Quanto a Isabel Allende, primeiramente li O Meu País Inventado e depois A Casa Dos Espíritos.

O livro que trago hoje, o bestseller A Rapariga No Comboio, comprei-o por menos de £4 em Londres. Não tivesse a cidade já um canto aqui do meu peito alugado, ainda me continua a subornar com leituras a preço de pechincha.

Toda a gente falava nesta história e, mesmo que nem tudo o que é popular seja bom, eu decidi dar-lhe o benefício da dúvida.

O primeiro sinal de que o livro é bom, é eu tê-lo lido em dois dias. Comecei a lê-lo no início de Agosto mas, entretanto, chegou o novo Harry Potter cá a casa e eu fiz uma pausa para ler The Cursed Child. Só depois voltei a embarcar nesta jornada sobre carris (eheh, see what I did there?). Depois, mal parei.

Eu não sou lenta a ler, a questão é que há sempre coisas para fazer; entre leituras e filmes e escrita, tenho de me desdobrar para fazer cada dia um bocadinho de cada. E trabalho, claro. Desta vez, ficou tudo o resto adiado durante um fim-de-semana para me dar prioridade a terminar esta história. É que eu queria mesmo saber o que é que aconteceu!

O livro é narrado, sempre na primeira pessoa, por três personagens: Rachel, uma alcoólica com a vida toda de pernas para o ar, que apanha todos os dias o mesmo comboio para um emprego que não existe (isto conta como spoiler?); Megan, uma das pessoas que Rachel vê da janela do comboio no sua viagem diária, e Anna, a actual mulher do ex-marido de Rachel. O enredo desenvolve-se quando umas delas desaparece – quem será, quem será? – e se fazem esforços para juntar as peças do puzzle e decobrir o que realmente aconteceu. Até ao final, parece uma história de Agatha Christie: não sabemos quem mente ou diz a verdade, que peças são reais ou imaginárias e quem raio é que fez a personagem desaparecer e porquê.

O livro merece bem a fama que tem. Só mesmo nos últimos capítulos é que fui capaz de, sem ter toda a certeza, adivinhar por alto o que realmente tinha acontecido, mas foi preciso chegar ao fim para estar certa da minha teoria. Não é uma história óbvio embora, na verdade, eu raramente consiga adivinhar logo quem é o culpado nestes livros de mistério. O facto de ser escrito na primeira pessoa torna a narrativa fluída, fácil de ler e entender.

Por £4, uma das melhores leituras deste ano.

Agora, é rezar fervorosamente para que não estraguem o filme!

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Carina Pereira

 

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2 thoughts on “A Rapariga No Comboio

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