Carta De Amor

Sabes as coisas que me dizes

No silêncio que a par vamos suspirando

Quando ainda o orvalho

Que a tempestade que criámos deixou

Escorre por entre o campo de batalha

Dos nossos corpos

E de peito rimbombante

Me descompasso no calor

Deste quarto arrefecido

São essas coisas que nas manhãs solitárias

Me sorriem de mansinho

E as horas tornam-se tão suaves

Quanto os teus dedos esguios

A bordar a minha pele a carmesim

São essas coisas que me dizes

Que eu tenho talhadas no meu peito

A carta de amor

Que em mim vais escrevendo.

Carina Pereira, 2 de janeiro de 2016

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