Blogazine #7 – Entrevista

Aqui deixo trambém a entrevista que dei para a revista Blogazine. Para saberem um pouco mais de mim, se vos aprouver! 😀

http://www.joomag.com/magazine/blogazine/0901345001451600521?short

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Entrevista Carina Pereira

  1. Carina, antes de mais, consideras que a Carina que se apresenta na blogosfera é a mesma que os que te rodeiam conhecem?

Sim, e não. Há muito do que mostro na blogosfera que os meus amigos conhecem, mas nem toda a gente sabe que tenho um blog, que escrevo… principalmente a minha família, ainda tenho alguma vergonha de dar a conhecer esse meu lado à minha família. Ou melhor, saberem que eu escrevo sabem eles, mas o que escrevo… só publico no blog!

  1. Uma coisa que dizes (e se confirma) é que gostas de escrever poesia. Quando é que descobriste essa tua veia?

Acho que escrever poesia deve ter nascido comigo! Não me recordo de nenhuma altura na minha vida em que não escrevesse – ou inventasse, oralmente – poesia. Desde a escola primária que escrevo quadras e, mais tarde, estas evoluiram para poemas.

  1. Também gostas de cantar, é algo de que sempre gostaste ou algo mais recente?

Mais uma coisa que está comigo desde criança, com muito incentivo do meu pai! A primeira música de que me recordo, era uma que tocava várias vezes no leitor de vynil que os meus pais tinham lá em casa, chamada “Papai”. Era do Jorge Ferreira, que a cantava com a filha, e foi também por causa dela que aprendi a expressão “o disco vai riscar”. Como todas as crianças, quando têm uma fixação por alguma coisa, nunca me fartava de a ouvir.

A partir daí sempre cantei, em casa e, a certa altura, fiz parte de uma banda, que nunca chegou a ser nada de sério.

Desde os seis anos que queria aprender a tocar guitarra também, e agora pareço estar finalmente no bom caminho.

  1. O teu blog fez recentemente um ano, o que é que ganhaste, como ser humano, da blogosfera?

Ganhei, mais uma vez, a convicção de que o mundo está cheio de pessoas desinteressadamente bondosas. Sou uma optimista e acredito que o mundo, sendo tão mau quanto o pintam, é bom na mesma medida. Encontrei pessoas que, em troca de nada, tiram um pouco do seu tempo para nos alegrarem o dia, nos incentivarem e elogiarem.

E escrever faz-me bem, compôr faz-me bem, partilhar faz-me bem. Isso basta para continuar.

  1. Dizes que criaste o teu blog para te aproximares da tua língua materna, o português, vivendo na Bélgica, quando é que sentes mais falta de Portugal?

Não há uma altura específica, mas quando vejo espectáculos que não chegam cá, principalmente de fado, fico a remoer no facto de não poder assistir aos mesmos.

  1. Porquê o nome Contador d’Estórias?

Porque é aquilo que gosto de fazer, ou aquilo em que mais gostava de me distinguir, seja através da poesia, da narrativa ou da música, até.

Como disse Platão: “Aqueles que contam estórias regem o mundo”. É um desejo do que eu gostaria de ser, mais do que outra coisa qualquer.

  1. O teu blog não é como a maioria, em que é que se distingue?

Não sei bem o que o distingue dos outros. Não o actualizo com o afinco direccionado para o reconhecimento, senão faria publicações todos os dias. Faço-o por diversão; se me deixasse de dar gozo e se tornasse um fardo, abandoná-lo-ia. De resto, é uma mixórdia, e tanto se encontram contos originais, como letras, ou até resenhas de livros e discos. È um resumo do que eu sou e gosto, porque me é difícil gostar das coisas sem ser de forma apaixonada, e gostá-las só para mim. Quando algo me faz feliz – mesmo as coisas simples – gosto de o dar a conhecer aos outros.

  1. Qual é a tua ambição ao nível da blogosfera?

Ser lida, claro. Sempre que publico algum artigo é para chegar a alguém, para obter uma resposta, uma reacção. E também serve para eu ser motivada a escrever, pois tenho tendência a dar-me à preguiça. Saber que o que publico não é só para mim, e saber que alguém vai ver e comentar, faz-me querer criar coisas novas.

  1. Abordado o tema deste mês, tens algum hábito/supertição que pratiques na passagem de ano?

Antes comia as passas à meia noite, em cima de uma cadeira mas, como odeio passas, achei que era mau prenúncio começar o ano a fazer algo que não gosto. Vou pedindo ainda os desejos, muitas vezes de uma forma atabalhoada, mesmo na minha própria cabeça.

  1. Quais são os teus projetos para 2016?

Quero acabar os dois livros – se me posso dar ao descaramento de os chamar assim – que comecei este ano e, por sinal, deveriam ter sido terminados este ano. Acho que quando 2016 chegar ao fim vou acabá-lo a dizer exactamente o mesmo. Isso é bom, será sinal que não desisti.

Quero aumentar a minha biblioteca, ler mais livros de José Eduardo Agualusa e Mia Couto, – os meus favoritos – conhecer mais gente e mais sítios, ir a mais concertos, enfim, ser ainda mais feliz, que é o meu projecto de todos os anos.

O ano de 2015 foi de muitas mudanças, para melhor. Por isso, só me resta esperar para ver o que aí vem.

Carina Pereira

Entrevista1

Entrevista2

Entrevista3

 

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