O Castelo

E é assim

Que os gritos se tornam silêncio

E, onde te sabia de cor, agora te estranho.

Os castelos no ar que construí

Desmoronam-se, pedra a pedra;

Agora, quero castelos de verdade,

Com alicerces que assentam só em mim,

Feitos do pó que eu mesma criei,

Das cinzas de onde renasci.

Talvez um castelo tosco, torto, tormentado,

Erigido do que sobrou do meu passado,

Imperfeito e com cicatrizes por onde a luz se espraia

Ao nascer do dia,

Mas um castelo onde, sentinela de mim mesma,

A esperança ecoe nas paredes

E me sinta em paz para lá montar

A minha sepultura.

Carina Pereira, 6 de Abril de 2015

in “Raízes”

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