A Ilusão Da Longevidade É O Que Lentamente Nos Mata

A ilusão da longevidade é o que lentamente nos mata;

Todas as mãos se soltam,

Todos os olhares se esquecem,

Todos os corações padecem

E a eternidade não é mais do que o ardor frágil de uma beata.

A ilusão da longevidade é o que vagarosamente nos consome;

Fazemos planos,

Traçamos rotas,

Contamos anos

E descuidamos que o caminho é para ser vivido sem pressa, percorrido com fome.

A ilusão da longevidade é o que, impiedosamente, nos atraiçoa;

Engolimos palavras,

Remoemos mágoas,

Vamos ignorando

A nossa humanidade e na eternidade do momento lá vamos vivendo à toa.

A ilusão da longevidade é o que lentamente nos mata;

Quando agarro a tua mão,

Os teus olhos me decoram,

E o meu coração padece,

E da ilusão da longevidade convenientemente se esquece.

Carina Pereira, 27 de Janeiro de 2015

in “Raízes”

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