Retrospectiva

É natural que a façamos ao fim de mais um ano, não é?

Olhando para trás posso dizer que o meu 2014 não foi muito diferente de 2013, nem sequer de 2012, e no entanto também não foi nada igual.

Desde que vim morar para a Bélgica e comecei a ver os anos a passarem sem sinal de evolução que me parece que, mesmo  diferente, tudo é o mesmo. As prespectivas económicas são boas cá: ganha-se muito melhor do que em Portugal e do que em muitos outros países, principalmente em relação às despesas que se tem. Mas é só isso, na verdade. Continuo a ter um trabalho que não me satisfaz e no qual não vejo um futuro. E com a dificuldade na língua que é bastante complicada, não sei para onde me virar. Talvez a culpa seja minha, a preguiça de procurar, aliado à certeza sem razão nenhuma de que não vou encontrar nada quando o meu Holandês me permite comunicar mas não me permite explicar tudo o que quero. Se confiasse mais nas minhas competências em vez de me focar no que ainda me falta aprender talvez já estivesse a fazer outra coisa.

Mas vamos falar das coisas boas!

Fui a Londres passar o Natal a casa de uns amigos Portugueses! Adorei a cidade. É dispendiosa, mas compreendo tudo o que vejo na rua e o que as pessoas me dizem, os transportes são fáceis de entender e usar, os museus que vi são fantásticos. Estava na minha lista de coisas a fazer antes de morrer. E fiz. Espero voltar em breve.

Continuo com as aulas de guitarra em casa, e estou a adorar. Neste momento sei nove acordes – embora o B menor me esteja a dar luta, um dedo inteiro sobre o segundo traste? Ambicioso, este B menor. Mas eu domo-te, dá-me tempo. A aula que neste momento estou a assistir no youtube ensina a dedilhar e a tocar o “Knocking on Heaven’s Door” mas no meu caso sai devagarinho. Tenho tanta dificuldade em trocar de acorde rapidamente! E então cantar enquanto toco nem vale a pena para já! É divertido, quem me dera ter começado mais cedo! Sinto que os meus dedos estão mais flexiveis, embora a sensação de dormência na ponta dos dedos da mão esquerda ainda persista. Mas treinar, ver que na verdade estou a evoluir, que já sei acordes de cor e os toco, deixa-me feliz.

Eu fico feliz com pouco.

Não tenho resoluções para 2015. Tenho sonhos, e não sei o que quero fazer da minha vida. Dia 5 de Janeiro é o meu anivesário, tão perto! Vou aproveitar para gravar a última composição que fiz, para postar aqui. Não consigo fazer isso a não ser que esteja sozinha e o dia do meu aniversário vai ser só para mim.

De resto, espero continuar a escrever, em Inglês e Português, a aprender guitarra e Italiano, a evoluir como pessoa. A ser gentil mesmo com quem não merece, mas firme também. A trocar cartas com os meus penpals, a rir a bandeiras despregadas sobre as coisas mais ridículas, e ler, ler muito.

Afinal, aí estão as resoluções.

O número 5 é o meu número da sorte. Pode ser que 2015 também seja.

Carina Pereira

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